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sábado, 8 de março de 2008

Notícia de 2001


Como fazer um Sítio do Picapau Amarelo sem ferir a memória sensível de quem assistiu à última adaptação, exibida na televisão de 1977 a 1986? Não é tarefa fácil. Sempre haverá alguém a criticar a Dona Benta de Nicette Bruno em relação à de Zilka Salaberry; a Tia Nastácia de Dhu Morais frente à de Jacira Sampaio e, principalmente, a Emília da pequena Isabelle Drummond comparada à de Dirce Migliaccio, Reny de Oliveira e Suzana Abranches.


A verdade é que o novo Sítio, que estreou na Globo dentro do Bambuluá na sexta 12, se parece muito com aquele guardado na lembrança dos adultos de 20 a 30 anos de idade – ao menos nos primeiros episódios, com a clássica história do Reino das Águas Claras, quando Narizinho é levada para o fundo do rio pelo Peixe Escamado. As mudanças: Dona Benta não lê cartas, mas e-mails; alguns personagens, como o Mestre Cascudo, são animações feitas por computador; a Tia Nastácia é mais moça e bem magrinha para quem faz aquelas guloseimas todas.


E só. Ainda é preciso verificar se Isabelle Drummond, 7 anos, consegue dar conta da complexa Emília – mas que a menina é graciosa, isso é. O maior problema, por enquanto, é a duração: em 15 minutos não dá para desenvolver bem um capítulo. Fora isso, tudo continua como sempre, até a ótima trilha sonora. A força do Sítio não está nos detalhes, mas no texto e nos personagens. E eles existem há muito tempo. O sítio permanece um lugar mágico, onde as crianças têm liberdade e vivem aventuras incríveis. Que venha o Minotauro. Para matar a saudade

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