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terça-feira, 10 de março de 2015

Jornal O Dia entrevista Isabelle Drummond e descobre a simplicidade da atriz!






 A busca pelo pai é o que move Júlia, a personagem de Isabelle Drummond em ‘Sete Vidas’, nova novela das 18h da Globo, que estreia amanhã. Fora da ficção, a atriz, de 20 anos, parece estar sempre em busca de esconder do público as questões que lhe são íntimas.

Nada impulsiva, a protagonista da trama assinada por Lícia Manzo pensa antes de responder cada pergunta e, nesse compasso, se esforça para manter o seu dia a dia longe dos holofotes, assim como as transformações que, inevitavelmente, aparecem com a chegada da idade adulta. Mas a ‘Já É! Domingo’ revela: não mora mais uma menina no corpo que um dia foi emprestado à boneca Emília, do ‘Sítio do Picapau Amarelo’.


“Me sinto mulher. Tenho muitas responsabilidades, aprendi coisas que talvez meninas da minha idade não tenham aprendido ainda, mas, espiritualmente, minha alma tem 20 anos. Não pulei etapas, nunca quis apressar as coisas. Isso manteve a minha saúde mental”, diz.
Se Isabelle não apressou o ritmo da sua vida, o destino se encarregou disso. A carreira iniciada aos 5 anos decolou e a atriz vem emendando um trabalho atrás do outro. Nos últimos quatro anos, fez cinco novelas seguidas: ‘Cordel Encantado’(2011), ‘Cheias de Charme’(2012), ‘Sangue Bom’(2013), ‘Geração Brasil’(2014) e, agora, ‘Sete Vidas’. A posição invejável é curtida com moderação.
“Sucesso é fazer o que se ama e estar satisfeito com o lugar que ocupa. Venho descobrindo que estar feliz no lugar que se está independe das influências externas, está dentro da gente. Vem de dentro para fora. Se não vier, nenhum lugar onde a gente estiver vai ser suficiente para nos deixar felizes e bem-sucedidos”, analisa.

De dentro para fora, Isabelle também não se vê como uma boneca ou uma princesa, imagem que faz parte do imaginário de muitos, talvez pelo fato de a atriz ter interpretado a Emília do ‘Sítio do Picapau Amarelo’, de 2001 a 2006. “Eu não me vejo assim, eu sou uma pessoa normal. Não sou de louça, nem perfeita, nem estou o tempo todo bonita. A gente erra, acerta e está na vida para aprender. Sou um ser humano, e todo ser humano é imperfeito. Só a natureza é perfeita”, afirma.

O desalinho entre o ideal e a realidade bate à porta de Isabelle também através da Júlia, de ‘Sete Vidas’, que se apaixona por Pedro (Jayme Matarazzo), depois reprime seus sentimentos por acreditar que ele é seu irmão, e, futuramente, após descobrir que não há nenhum grau de parentesco entre os dois, teme que o tempo desse amor já tenha passado. Se vão ficar juntos ou não, só o tempo, ou melhor, a autora, Lícia Manzo, dirá.

“A vida é feita de encontros e, às vezes, de desencontros, mas eu acredito, sim, que existem pessoas que são almas gêmeas, no sentido de se encaixarem perfeitamente. Isso nem sempre acontece na vida, mas eu acho bonito. É o caso da Júlia e do Pedro”, frisa a atriz. E seria também o caso de Isabelle e seu namorado, o cantor Tiago Iorc, que solta a voz na abertura de ‘Sete Vidas’ com uma versão de ‘What a Wonderful World’? “Deus sabe de todas as coisas que vão acontecer ao longo da nossa vida, mas não sei se existe uma alma gêmea determinada para cada um de nós. Eu sou romântica, mas também bem realista. Uso a razão, sou pé no chão”, despista.

Entrevistar a atriz mais parece uma animada brincadeira de esconde-esconde. E o gostoso de jogar é saber que existe uma alternância de quem leva a melhor. Isabelle, vez ou outra, se dá por vencida e abre a guarda. Ela surpreende, por exemplo, ao falar de casamento.

“Não acho que vou querer um casamento como manda o figurino, com festa grande. Se eu for casar, vai ser tudo muito real, só com pessoas reais, aquelas que realmente fazem parte da minha vida. E seria tudo muito pequeno, não gosto de nada grandioso, de glamour. Mas nunca olho muito para frente. Tento viver um dia de cada vez”, afirma.

Maternidade é outro assunto que não faz Isabelle economizar as palavras. A atriz sonha ter filhos, mas descarta a possibilidade de gerar uma criança com sêmen de um doador anônimo, tema central de ‘Sete Vidas’. “Como tem muitas crianças sem pai e mãe, precisando de adoção, eu optaria por adotar em vez de recorrer a um doador de sêmen. Mas não julgo a decisão das pessoas. Cada um sabe os seus limites, o que acha melhor para a sua vida. Mas eu superapoio a adoção. Hoje, não tenho condições de tomar uma decisão como essa, porque não tenho tempo. Toda criança precisa de amor, educação, companhia, várias coisas.”

Quando fala de peito aberto, Isabelle ganha um brilho a mais, ainda que a sua absoluta discrição tenha lá o seu charme. “Além de tímida, sou naturalmente reservada. Eu não forço isso, e não tem nada a ver com o fato de ser famosa. Tinha uma coisa de liderança na escola, mas nunca gostei de me expor. Era popular por causa do trabalho, mas não por ter essa intenção. Não gosto de chamar atenção”, explica.

Mas, querendo ou não, Isabelle chama atenção por onde passa. Ela sabe disso e tem seus truques para lidar com a fama. “Se não quero ser fotografada, não vou à praia. Não vou chegar lá e dizer ‘não’ para a pessoa que quer tirar uma foto comigo ou fazer fotos minhas. Se aquilo não vai me deixar feliz naquele dia, eu vou ficar em casa, vou fazer outra coisa que me deixe bem”, conta.
Fica difícil imaginar algo que tire a serena Isabelle do sério. “Quando eu era pequena, era meio estressada. Fui mudando. Mas nunca gostei de gritos, brigas. Não gosto, por exemplo, de pessoas que não olham nos olhos dos outros, que não escutam o que as pessoas têm a dizer. Esse tipo de coisa me incomoda. Mas não rodo a baiana por causa disso. Trabalho a minha ansiedade para resolver todas as questões em paz. Se a gente tentar achar um lugar calmo dentro da gente, um equilíbrio, é possível aceitar todas as situações.”

Com 15 anos de carreira, Isabelle só tem motivos para comemorar a trajetória profissional que construiu até aqui. Mas, para não perder o hábito, dá uma fugidinha quando questionada se já ficou rica. “O que é riqueza? Para mim, é ter o que eu realmente necessito para viver. E eu tenho mais do que preciso!”

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