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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Rita Guedes comemora papel de mulher "simples"

A atriz na novela Flor do Caribe
A atriz Rita Guedes é muito conhecida pelos papéis de mulheres ricas e vulgares. No episódio A Menina da Selva do Sítio de 2004, a atriz interpretou Amorzinho, uma mulher rica e muito malvada. 

A novela das 6, Flor do Caribe, tem Rita Guedes no elenco e agora ela interpreta uma mulher simples.  "Tem sido bem desafiador, ela fisicamente não chama a atenção, é completamente o contrário de tudo o que já fiz", explicou. Quando o assunto é Doralice de "Flor do Caribe", Rita Guedes caracterizou a personagem como sua "reestreia na televisão". "Sinto que é minha reestreia porque estou fazendo algo completamente diferente, é quase uma desconstrução do que o público está acostumado a ver".

Na trama, Dora [como é chamada] vive o drama de ter perdido um filho na hora do parto e acaba optando pela adoção. A dor sofrida pela personagem é compartilhada pela atriz que há 10 anos sofreu um aborto espontâneo aos três meses de gestação. 

Em sua participação no Sítio, a atriz demonstrou toda sua satisfação de ter participado do infantil. "Era uma vilã engraçada. Ela desfilava com casaco de pele de animais pela floresta", conta a atriz, que gravou cenas na Amazônia, onde se passou a nova historinha, durante uma semana. "Lamento não ter passado mais tempo lá. Nosso ritmo de gravação era intenso, gostaria de ter conhecido melhor o lugar", explica Rita.

 
                              Rita no Sítio

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Dia da Família

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Atores de Amor à Vida já visitaram o “Sítio”

Nesta sexta, a novela Salve Jorge irá terminar e dará lugar para a trama de Walcyr Carrasco, Amor à Vida. Na nova novela das 9, o elenco é composto por vários atores. Alguns deles já fizeram participação no Sítio do Picapau Amarelo.

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Mateus Solano interpretou o Pop Man no Sítio de 2007, agora dará vida a um vilão.

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Elizabet Savalla, a bruxa Morgana de 2002

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Maria Maya, Tonica Ventania no episódio O Cangaceiro Lobisomem

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Ary Fontoura, o Teodorico do Sítio

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Bel Kutner, A Flor de 2006

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Thavyne Ferrari fez Paty Pop em 2005 e em 2006, Flora.

Ache o Erro!

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As grandes produções de televisão e até de filmes apresentam erros. Erros que as câmeras não conseguem esconder, o Sítio do Picapau Amarelo não podia ficar de fora.

No capítulo de hoje, quando Narizinho, o menino bruxo, Saci e Emília estão na casa de Barnabé apareceu um erro muito comum no personagem de Izak Dahora (Saci). Na imagem, o leitor pode perceber na perna do Saci uma calça azul. Esse pedaço de pano é utilizado para que na hora da edição, os editores consigam cortar uma perna do ator. Na temporada de 2001 e 2002, o ator tinha um dublê sem uma perna, que foi desaparecendo ao longo das temporadas.

O evento já ocorreu outras vezes no Sítio. Na imagem acima, aconteceu em 2006 o mesmo erro.

Se você já encontrou algum erro, mande para o blog por comentário ou e – mail que poderemos postar.

Novidades!

O próximo mês é o aniversário do blog. Essa é uma das novidades do Pablog: receitas da Tia Nastácia

Colha as frutas do pomar




A árvore cresceu ainda mais e está dando frutos. Como será possível em um mesmo pé nascerem bananas, goiabas, jabuticabas e maçãs? Isso só poderia ser uma plantação do Sítio do Picapau Amarelo mesmo.


Vendo tudo isso de pertinho, o Visconde deu uma bela ideia para ajudar a Emília. Criou uma engenhoca para subir na árvore e colher todos os frutos de uma vez só. Quem sabe assim, não fazemos uma salada de frutas ou um bolo diferente? O Rabicó e as crianças iriam adorar.




A Emília e o Visconde já começaram a colheita. Você quer participar também? Então, corre lá no seu armário da Casa da Árvore. Vista a roupinha que ajuda a captar todas as frutinhas e depois encontre a Emília no Pomar do Sítio. Quanto mais frutas pegarmos, mais quitutes a Tia Nastácia poderá fazer.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Bastidores

No dia nacional do livro infantil, 18 de Abril, personagens do Sítio do Picapau Amarelo participaram do Mais Você. Ana Maria Braga se divertiu com o Rabicó nos bastidores do programa.

Brincadeira: Barra Manteiga

Clique na imagem para ampliar

Sítio no Descobrimento!

LIVRO - LUCIANA SANDRONI - O SITIO NO DESCOBRIMENTO - ISBN: 9788525032447


As duas edições do livro: a de 2001 e a de 2013



Um Livro escrito por Luciana Sandroni foi lançado pela primeira fez em 2001. Neste ano, uma nova edição chegou às livrarias. A história se passa no Sítio, onde a turma decide fazer uma viagem no tempo; na época em que o Brasil foi descoberto por Pedro Álvares Cabral.

Saiba mais sobre o descobrimento do Brasil: 

Portugal foi o pioneiro na expansão marítima, depois foi a Espanha. Portugal vai "dizer" que o oceano é dele,  entrando em conflito com Espanha. Em 1500, Pedro Álvares Cabral descobre o Brasil, mas passou por muitas dificuldades no mar. Todas essas dificuldades são vistas pela turma do Sítio no livro. Hoje se discute muito se foi intencional ou ocasional. O que sabe é que o navegador tinha uma das melhores frotas. Depois de fazer contatos com os índios, que foi muito bem escrito no livro de Luciana, resolveram explorar o local. O pau brasil, madeira utilizada para fazer tintas para roupas, foi considerado um extrativismo predatório. 

O livro 

Pela mão da autora, a turma do Sítio do Picapau Amarelo viaja, por uma irrecusável susgestão da Emília, para, num pequeno recuo no tempo, o velho Portugal e o novo Brasil do Ano da Graça de 1500. A turma toda, inclusive as meio relutantes Dona Benta e Tia Anastácia!. O leitor pode imaginar o que esta turma aprontou às voltas com os acontecimentos e as figuras históricas daqueles tempos e daquelas paragens? Não foram poucas as estripulias armadas por Emília e seus companheiros turistas da incrível viagem, navegando nas caravelas, perturbando navegantes e marujos, o próprio Cabral, e também alguns outros importantes personagens

Visita Família no parque do Sítio!

Localizado em Mairiporã, o espaço temático do Sítio do Picapau Amarelo é destinado aos alunos de escolas. Mas em algumas datas especiais, as famílias podem visitar o parque do Sítio. A próxima visita será no dia 26 de Maio.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Dia da abolição da escravidão




Lobato e a escravidão!

A História da Escravidão
Coleção Família Monteiro Lobato
Desde os tempos mais remotos, na antiguidade oriental os escravos já faziam parte de uma cultura. Na Mesopotâmia (Atual Iraque), os escravos existiam, apesar de não ser uma civilização escravocrata. Na idade Média, na Europa, os escravos eram chamados de vassalos, que recebiam terras e tinham deveres com o seu senhor.

 Desde a descoberta do Brasil pelos Portugueses, os escravos começaram a aparecer por aqui. Com a vinda da família real em 1808, a cultura de escravos começava a aumentar. No tempo de República, as famosas plantações de café tinham muito trabalho escravo. Apesar desta prática ser considerada “normal” do ponto de vista da maioria, havia aqueles que eram contra este tipo de abuso. Escravos e os contra a escravidão começaram a criar revoluções. 

Em 1885, foi aprovada a lei Saraiva-Cotegipe ou dos Sexagenários que beneficiava os negros de mais de 65 anos. Foi em 13 de maio de 1888, através da Lei Áurea, que liberdade total finalmente foi alcançada pelos negros no Brasil. Esta lei, assinada pela Princesa Isabel, abolia de vez a escravidão no Brasil.


Monteiro Lobato nasceu em 1882 e já estava inserido na cultura dos escravos. Após a abolição, a vida dos negros brasileiros continuou muito difícil. O estado brasileiro não se preocupou em oferecer condições para que os ex-escravos pudessem ser integrados no mercado de trabalho formal e assalariado.  A maioria dos  negros encontrou grandes dificuldades para conseguir empregos e manter uma vida com o mínimo de condições necessárias (moradia e educação principalmente).


Caçadas de Pedrinho sob censura

Quem levantou a questão de Caçadas de Pedrinho ser racista foi Antonio Gomes da Costa Neto, servidor da Secretaria de Educação do Distrito Federal e mestrando na Universidade de Brasília (UnB) na área de relações internacionais. Ele fez uma denúncia à Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial afirmando que o livro Caçadas de Pedrinho tem passagens que incitam o preconceito contra os negros. O caso foi encaminhado ao Conselho Nacional de Educação (CNE), do Ministério da Educação. 

 O racismo de Lobato é bastante discutível. Em várias ocasiões, ele valorizou a preciosa contribuição dos negros à cultura brasileira. O conto Negrinha é uma denúncia contra a elite que, nos anos 1920, ainda estava saudosa da escravidão. Sua obra mais polêmica, O presidente negro, um romance normalmente descrito como “eugenista” por descrever um mundo em que uma raça supera a outra, também oferece leituras alternativas. “Ele pode ser lido como uma grande metáfora das consequências da desculturação de um grupo étnico”, escreveu Marisa Lajolo, professora do Departamento de Teoria Literária da Unicamp. “Narra o desenlace do conflito racial nos Estados Unidos, que acaba tendo uma solução tão final quanto o foi a solução nazista para a questão judaica: a aniquilação dos negros, por meio de sua esterilização em massa.” Como revela a análise de Lajolo, as obras de arte não existem isoladamente. Cabe aos leitores interpretá-las de modo crítico e atribuir-lhes sentido.

Monteiro Lobato só viveu em outra época em que a escravidão ainda era forte. Ele só relatava o que via no contexto atual, mas mesmo assim valorizava a raça negra. Na Tia Nastácia colocava ela como da família e em a cozinheira tinha momentos de constante reflexão. No trecho abaixo no final do livro Caçadas de Pedrinho pode- se perceber isso: 

" Dona Benta queria continuar o seu passeio no carrinho. Mas não pôde. Tia Nastácia já estava escarrapachada dentro dele. 

- Tenha paciência - dizia a boa criatura - Agora chegou minha vez. Negro também é gente, Sinhá... 

Museu Monteiro Lobato realiza eventos especiais nesta semana

Turma do Sítio do Picapau Amarelo é atração em Taubaté. (Foto: Divulgação/Prefeitura de Taubaté)Turma do Sítio do Picapau Amarelo é atração na Semana Nacional de Museus, no Museu Monteiro Lobato, em Taubaté. (Foto: Divulgação/Prefeitura de Taubaté)

O Museu Monteiro Lobato recebe uma programação especial em maio, mês em que será realizada a Semana Nacional de Museus, entre os dias 14 e 19. Além da programação especial para os seis dias do evento, que traz exposições e palestras, o Sítio do Picapau oferece diariamente uma série de atividades como oficinas, peças de teatro e momentos de lazer com a Turma do Sítio. Para informações sobre excursões, o telefone do museu é o (12) 3625-5062.
Confira a programação - Semana Nacional de Museus 14 a 19 de Maio
09h às 12h e 14h às 17h – Presença da Turma do Sítio do Picapau Amarelo
09h às 11h e 14h às 16h – Oficina Bandeira de Quiririm
11h e 16h – Teatro Infantil “Quem Conta Um Conto Aumenta Um Ponto”, com a Turma do Sítio do Picapau Amarelo
- 15/05/2013 - Mesa Redonda “Museu ao céu aberto chamado Taubaté pelo viés da paleografia”
Profª Amanda Valéria de Oliveira Monteiro
Paleógrafa Lia Carolina Prado Alves Mariotto
Local: M.H.F.P. Monteiro Lobato
Horário: 19h00 às 20h30
- 17/05/2013 - Palestra: “Caçadas de Pedrinho - um panorama lúdico de um eterno menino”
Profº Ms. Cristiano José Pereira
Local: M.H.F.P. Monteiro Lobato
Horário: 19h00 às 20h30
- 19/05/2013 – Palestra: “O papel das academias literárias”
Relançamento das obras: Baile na casa da gramática e O passeio da geografia
Escritor: Lázaro Piunti
Local: M.H.F.P. Monteiro Lobato
Horário: 10h
Exposição: “Quiririm Quim Quim”
Exposição fotográfica e documental referente à Colônia Agrícola Italiana do Quiririm, que durante 124 anos preserva sua memória através da mudança social.
Pesquisadores: Fábio Scarenzi e Maria Cristina Lopes.

As Estrelas




“— Que é, vovó, que a senhora está vendo lá em cima? Eu não estou enxergando nada — disse Pedrinho.


Dona Benta não pôde deixar de rir-se. Pôs nele os olhos, puxou-o para o seu colo e falou:


— Não está vendo nada, meu filho? Então olha para o céu estrelado e não vê nada?


— Só vejo estrelinhas — murmurou o menino.


— E acha pouco, meu filho? Você vê uma metade do universo e acha pouco? Pois saiba que os astrônomos passam a vida inteira estudando as maravilhas que há nesse céu em que você só vê estrelinhas. É que eles sabem e você não sabe. Eles sabem ler o que está escrito no céu — e você nem desconfia que haja um milhão de coisas escritas no céu…


— Desconfio sim, vovó, mas fico nisso. [...]


Narizinho interrompeu o tricô para perguntar:


— Fala-se muito em sábio aqui neste sítio, mas eu não sei, bem, bem, o que é. Conte, vovó — e retomou o tricô.


Dona Benta, quando tinha de dar uma explicação difícil, tomava um fôlego comprido, engolia em seco e às vezes até se assoprava resignadamente. Mas não falhava.


— Os sábios, menina, são os puxa-filas da humanidade”.




Trecho extraído do livro Viagem ao céu.

domingo, 12 de maio de 2013

Dia das Mães

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Pré Modernismo e Monteiro Lobato

Monteiro Lobato utilizou o pré modernismo em suas histórias, mas ao chegar no moderno criticou os desenhos feitos por Anita Malfatti.


 O Pré Modernismo antecipou a semana da arte moderna (1922); é uma transição entre as escolas literárias. Não considerado uma literatura, mas sim uma fase, um dos nomes mais importantes dessa época foi o escritor Monteiro Lobato. No período de 1910 a 1920 os escritores da época queriam algo diferente nos livros, algo não tão "certinho".

 Marcado pelo inconformismo, Monteiro Lobato escreveu em 1918 o livro Urupês, contando a história de Jeca Tatu. Jeca era uma crítica a situação social da época. A população "largada", sem saúde e sem um bom estilo de vida. Uma verdadeiro atraso para a humanidade. A fase era descrita como uma crítica ao homem rual. O período também era marcado pela ruptura com o passado, por isso Lobato era tão a favor da modernidade brasileira.

Enquanto, a Europa se preparava para a primeira guerra mundial, o Brasil entrava na República Café com Leite onde São Paulo e Minas Gerais se destacavam na economia. São Paulo pelo Café e Minas Gerais pelo leite. Com essa nova ordem econômica, começou um surto de urbanização nas cidades e o governo foi deixando de lado o homem do campo, por isso Monteiro Lobato chegou a conclusão: " O Jeca Tatu não é assim, ele está assim."

A época dos autores Pré Modernistas, os livros tinham preferências de relatar assuntos históricos, como a primeira guerra mundial. Uma ruptura com a linguagem pomposa também era destaque, por isso Lobato preferiu escrever de forma que todos entendessem e não só os que tinham alto grau de conhecimento. Todas essas características foram ficando com o escritor e escreveu o Sítio do Picapau Amarelo com essas mesmas características; linguagem coloquial (aproximando da linguagem falada), ruptura com o passado e crítica ao governo.

A Semana da Arte Moderna e Lobato

Em 1917, depois de estudar pintura em Berlim — onde teve contato com o expressionismo alemão — e Nova York, Anita Malfatti (1889-1964) fez a primeira exposição no país a se autodenominar “moderna”. A mostra entrou para a História pela crítica feroz de Monteiro Lobato, que condenou sua “arte caricatural” tipicamente europeia, vinculando-a à perturbação mental.

Leia a crítica do escritor às obras de Anita:

"A exposição da senhorita Malfatti, toda ela de pintura moderna, apresenta um aspecto original e bizarro, desde a disposição dos quadros aos motivos tratados em cada um deles. De uma rápida visita ao catálogo, o visitante há de inteirar-se logo do artista que vai observar. Tropical e Sinfonia colorida, são nomes que qualquer pintor daria até a uma paisagem, menos a uma figura, como tão bem fez a visão impressionista de sua autora. Essencialmente moderna, a arte da senhorita Malfatti, se distancia consideravelmente dos métodos clássicos. A figura ressalta, do fundo do quadro, como se nos apresentasse, em cada traço, quase violento, uma aresta do caráter do retratado. A paisagem é larga, iluminada, quase sempre tocada de uma luz crua, meridiana, que põe em relevo as paredes alvas, num embaralhamento de vilas sertanejas, onde a minudência se afasta para a mais forte impressão do conjunto."

Um dos quadros "modernos" criticado por Lobato

Vídeo

O Menino Bruxo